terça-feira, 14 de abril de 2009

O trem da vida...


Já comentei com vocês que até hoje a irmã Rosa forma fila na entrada e os alunos rezam e algumas vezes até cantam o hino de Petrópolis, né? Continua tudo igualzinho!! (Inclusive ela dando tapas no microfone! rsrs)

Fico imaginando o papel que ela teve em nossa formação e que continua tendo com aquela turminha de agora! Amor, respeito, disciplina... com aquele jeito um pouco autoritário um pouco doce, único e inesquecível, ela nos ensinou elementos importantes em nossas vidas!

Sabemos que o mundo está cada vez mais louco e a juventude cada vez mais perdida! Mas vendo atitudes como a dela e o respeito que os meninos têm por aquele momento, fico feliz. Porque sei que mesmo que saindo dali eles aprontem todas, o caráter está sendo formado de maneira correta. E com certeza, daqui a alguns anos vão valorizar tudo isso e a sementinha da irmã Rosa contribuirá para que sejam adultos especiais!

Uma das musiquinhas que marcavam o início de nossas tardes ficou gravada no coração... vocês se lembram dessa???

O trenzinho desceu a serra
tchi hu tchi hu...

foi parar numa estação
tchi hi tchi hu

bebeu água e lavou a cara
e encheu a barriga de carvão
O trenzinho se divertia
e lanchava em toda a estação
tchi hu tchi hu piuíííí

e bebia e lavava a cara
e enchia a barriga de carvão
Nas cidades por onde andava
controlava a respiração
tchi hu tchi hu

e tomava água bem gelada
e enchia a barriga de carvão.
O trenzinho subiu a serra
tchi.... hi...tchi...hu

sem nenhuma disposição
tchiiiii... hu.... tchiiiii... hu...

quem mandou beber tanta água
e encher tanto a barriga de carvão (que trenzinho comilão!).

11 comentários:

Erika disse...

Ai, ai,... sinceramente, se eu fizesse esse troço de ter filhos, eles não estudariam em escolas religiosas nemporrezabraba (rs). E eu não lembro da parte "doce" do "autoritário e doce" da Irmã Rosa. Adorei os colegas, as brincadeiras, mas não posso dizer o mesmo de tudo o que vivi com as freiras da minha vida. Bom só pra contar casos do tipo 'você acredita que na minha escola..."

C@c@u disse...

Érika, faço minhas as suas palavras...doce onde gentem??? Só se fosse na cantina....só me decepcionei com as freiras e padres dos colégios onde estudei.....tádoido!

Kika Ferrari disse...

Eu TINHA MEDOOOOOOOOO!!!! :) Pânico... Não sei, o jeito muito firme, a cara fechada, o jeito de falar de Deus, metendo medo, foi tudo meio complexo na minha cabeça... :) Até a questão religiosa ficou meio confusa... Valeu que meus avós sempre conversaram muito e eu afastei a imagem negativa que peguei de Deus e vi que com medo, não se ensina e não se educa ninguém.
Mas superei bem. E a gente não pode generalizar, né?! Depois disso, conheci outros padres, freiras muito gentis, doces... Acho que em qualquer religião, qualquer profissão, há o bom e o nem tão bom assim, não é?
O medo da Irmã Rosa, acho que superei! :) Deixei guardado na memória os raros sorrisos! :)

C@c@u disse...

Cara, Flávia...vc disse tuuuuuuudo...se sou considerada uma herege hoje é pq fui mt traumatizada na infância...qtas coisas erradas eu vi tanto em relação as freiras quanto aos padres...nossinhora! rsrsrs
Hoje sou completamente desgarrada rsrsrs mas sou mt feliz assim!!!! Ahhhh, e só via a irmã Rosa sorrir qdo ela via o talão de cheques rsrsrs

Kika Ferrari disse...

O grande lance Cakes, é que tratam a religião de forma errada. Vêem Deus e nos ensinam Deus de forma errada. Falavam em Deus e eu tremia, achava tudo errado, tudo pecado, que ia ser castigada eternamente por Deus por qualquer deslize infantil e "aprendi" isso na escola. Mas, como disse, meus avós me doutrinaram a ver Deus da forma correta e hj minha relação com Ele é muito natural. A religião católica é muito rígida, cobra, mete medo, não se moderniza e a meu ver, faz com que padres e freiras cometam "pecados" e afastem fiéis. Sem generalizar tmb, tá? Porque conheço padres e freiras bem legais... Meu trauma, eu superei. E foi trauma mesmo. Estudei em colégio de freiras, ia à missa todos os domingos, convivi com "carolas" e talvez por isso, não sou católica hj. Porque pregavam uma coisa e faziam outra completamente diferente... Acho que religião é prática diária, sabe como? Sendo gentil, sendo cidadão, sendo amigo, sendo honesto, sendo digno, sendo bom, na amplitude da palavra e não precisa ser perfeito. Minha visão de Deus hj é bem leve e aprendi que toda forma CERTA de se chegar à Ele é válida, sem preconceitos e sem meter medo! :)

C@c@u disse...

Concordo, por isso qdo alguém me pergunta sobre a minha religião eu respondo que não preciso de intermediários, meu contato é direto....acho que nossas atitudes falam por si só...

Erika disse...

Ai, eu nem sei se para mim a questão religiosa pesou tanto. Conheço gente legal e gente não legal religiosos ou não. Mas hoje minha sorte no orkut diz:
A ausência total de humor deixa a vida impossível.
Não acho que não sou religiosa por ter estudado em colégios religiosos apenas. Mas me pareceu que as freiras tem menos humor que o resto da humanidade. Já assistiram "Dúvida"? A diferença entre o jantar das freiras e o dos padres é gritante literalmente (eles gritam de tanto rir).

Kika Ferrari disse...

Erika,

Acho que teremos assunto para vários posts! :)
Acho que a ausência de humor nas freiras e em alguns padres, vêm dessa austeridade, dessa cobrança diária em parecerem perfeitos, em parecerem únicos senhores da palavra de Deus, de Cristo... Imagina como foi a criação da Irmã Rosa? Aiaiaia...
Mas bateu curosidade agora... Quantos dos Naftalinas hj são católicos?
Já adianto, que eu não sou! :)

C@c@u disse...

Eu acredito na ciência...acho que Deus se manifesta de vááárias maneiras....nas mãos dos médicos, nas atitudes de pessoas caridosas, etc

Unknown disse...

nostalgico

Andrea disse...
Este comentário foi removido pelo autor.